

O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região esteve presente, ao lado da delegação de Minas Gerais, liderada pela Fetrafi-MG, na 27ª Conferência Nacional das Bancárias e dos Bancários e nos Encontros Nacionais de Bancos Públicos e Privados, realizados em São Paulo entre os dias 21 e 24 de agosto.
As atividades reuniram milhares de trabalhadores e trabalhadoras do setor financeiro de todo o país, resultando em debates fundamentais para a defesa dos direitos, do emprego, da saúde, de melhores condições de trabalho, da valorização profissional e da soberania nacional.
A Conferência contou com 629 delegados (366 homens e 263 mulheres) e teve como base um processo democrático de construção que envolveu conferências estaduais e regionais, encontros por banco e a Consulta Nacional à categoria, que reuniu 33.482 bancárias e bancários em todo o Brasil.
As resoluções aprovadas compõem uma ampla agenda de reivindicações econômicas, sociais e específicas da categoria, com destaque para a defesa do emprego, da saúde, das condições de trabalho e da valorização profissional.Entre as principais deliberações estão:
•Proteção aos direitos dos trabalhadores;
•Saúde e condições de trabalho;
•Defesa dos Bancos e Empresas Públicas e dos Serviços Públicos;
•Luta contra o fechamento de agências bancárias e em defesa do emprego bancário;
•Redução da jornada e fim da escala 6x1;
•Ato nacional em defesa do Banco do Brasil;
•Regulação do Sistema Financeiro Nacional;
•Ampliação do Conselho Monetário Nacional, incluindorepresentantes da população;
•Rever meta da inflação;
•Garantir que o Banco Central tenha como objetivo a geração de empregos;
•Aumentar a quarentena de ex-diretores do Banco Central para 4 anos;
•Realizar concursos públicos para o Banco Central;
•Exigir a presença física para abertura de contas e operações de maior risco.
•Fortalecimento da Comunicação Popular nas redes sociais;
•Incentivo a novas formas de mobilização;
Também foi aprovada uma Moção de Repúdio às práticas de contratação fraudulenta do Santander.
Diante dos recentes ataques ao Banco do Brasil, os representantes dos trabalhadores também destacaram a importância do banco público. “Atacar o BB traz impactos severos para nossa economia. Isso é muito grave, é um crime contra a soberania nacional. Precisamos de resoluções duras e sérias em relação a isso”, afirmou Juvandia Moreira.
A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) discutiu o tema e propôs a realização de uma mobilização nacional em defesa do Banco do Brasil.
As 273 delegadas e delegados representantes das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país, aprovaram as resoluções do 40º Congresso Nacional das Empregadas e Empregados da Caixa Econômica Federal.
Os debates abordaram temas como saúde e condições de trabalho, destacando os alarmantes índices de adoecimento mental na categoria. Segundo Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef-SP, em 2024, quase 75% dos afastamentos na Caixa tiveram como causa doenças mentais e comportamentais.
Entre os principais pontos aprovados estão o reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa, com o fim do teto de gastos do banco com a saúde de seus empregados; defesa da Caixa e dos empregados; melhorias nos sistemas e nas condições de saúde e trabalho; respeito às questões técnicas para a definição das metas atuariais dos planos e adequação dos equacionamentos, considerando as reduções desnecessárias ou indevidas e o contencioso da Funcef.
Também foram discutidos os impactos da inteligência artificial e dos bancos digitais no trabalho, além da defesa da Funcef e da Caixa 100% pública.
O 35º Congresso Nacional dos Funcionários do BB teve como tema “Futuro justo, sustentável, inclusivo e democrático” e foi marcado por intensos debates sobre temas estratégicos para o funcionalismo do Banco do Brasil e para a sociedade em geral.
A programação teve início com uma aula ministrada pelo sociólogo e professor Jessé Souza, que trouxe à tona reflexões profundas sobre a Soberania Nacional, destacando sua importância no atual cenário político e econômico do país.
Na sequência, a economista Rosângela Vieira, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou uma análise sobre o papel fundamental do Banco do Brasil no desenvolvimento nacional. Em sua exposição, ela ressaltou como a atuação do banco, enquanto instituição pública, é essencial para garantir crédito, fomentar políticas públicas e impulsionar setores estratégicos da economia.
Durante o período da tarde, os participantes se concentraram na discussão de temas diretamente ligados ao funcionalismo: as questões relativas à Previ (fundo de previdência dos funcionários) e à Cassi (caixa de assistência à saúde). Os debates abordaram desafios, propostas e medidas necessárias para garantir a sustentabilidade e a continuidade desses importantes instrumentos de proteção social.
O evento foi encerrado com a aprovação de uma pauta de lutas, que reafirma o compromisso com a defesa do Banco do Brasil como banco público, comprometido com o desenvolvimento do país, e com a perenidade da Cassi e da Previ, fundamentais para a saúde e a aposentadoria dos trabalhadores.
A pauta de lutas foi construída com base nas contribuições que chegaram das federações. A seguir, os eixos aprovados:
•Fim do assédio moral e metas abusivas;
•Abertura de agências em municípios desbancarizados;
•Novo concurso (cumprindo efetivamente a cota de PCDs);
•Fim das terceirizações;
•Defesa da função pública do Banco do Brasil, essencialmente quanto ao desenvolvimento econômico e social, da agroecologia e da agricultura familiar;
•Expansão do PRONAF, volta do DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) e maior apoio à agricultura familiar;
•Distribuição de dividendos em proporção que garanta investimentos no setor produtivo, assegurando o desenvolvimento econômico e social do Brasil;
•Revisão dos processos de financiamento ao agro, aprofundando o cuidado para garantir a produção sustentável tanto com viés ambiental, como o retorno para a garantia de alimentos para o Brasil;
•Ampliação do atendimento à população nas agências com maior movimento em regiões carentes e/ou periféricas;
•Ampliação de postos de trabalho, garantindo o atendimento de caixa e preenchimento de claros;
•Que o banco se responsabilize para que efetivamente não aconteça desvios éticos para cumprimento de metas;
•Previdência: defesa da governança da PREVI e do modelo de gestão paritária pelos funcionários do banco; o papel dos órgãos controladores/reguladores. Planos e aspectos dos perfis de investimentos;
•Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Previ, cujo modelo de governança prevê a gestão compartilhada entre a empresa patrocinadora, por sua indicação com a representação dos funcionários, por meio democrático de eleição participativa, o que garante a permanência da robustez da sua governança impedindo interferência externas, seja do mercado ou de governos, com respeito inequívoco aos órgãos controladores e reguladores competentes;
•A Previ deve ser para todos, com tratamento isonômico aos egressos de bancos incorporados, com direito à adesão ao plano PREVI Futuro e seus benefícios;
•Saúde: modelo de custeio e sustentabilidade do plano de associados da Cassi; Adoecimento e saúde mental;
•Os funcionários do Banco do Brasil devem seguir na defesa intransigente da Cassi, objetivando o fortalecimento da caixa de assistência, em modelo de autogestão e patrocínio do empregador;
•A forma de custeio não pode se basear tão somente na folha de pagamento, sendo necessária a busca de outras fontes de receitas oriundas do patrocinador. Com as premissas de aumento da contribuição patronal para 70% (setenta por cento), sem aumento na contribuição do associado;
•A Cassi é para todos e deve ser garantida a isonomia de tratamento para os egressos dos bancos incorporados e funcionários que ingressaram no Banco após a reforma estatutária de 2018;
•É de fundamental importância que o banco informe precisamente os dados do EPS (exame periódico de saúde) e do adoecimento profissional;
•Necessário incluir a cirurgia de afirmação de gênero/redesignação sexual no rol de procedimentos da Cassi, custeadas pelo banco, com apoio das instituições no acolhimento de pessoas trans;
•Fortalecer e ampliar as CliniCassi e a rede credenciada;
•O banco deve, ainda, cumprir de imediato as diretrizes da NR1;
•Campanhas: Em Defesa do Banco do Brasil; Menos Metas Mais Saúde; Contra o Assédio; Moral; Dias de Luta em todas as datas de negociação sobre a Cassi.
A participação do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos das bancárias e bancários, da valorização da categoria e da luta por um sistema financeiro público a serviço da sociedade.
Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT
Publicado em: 26/08/2025 / 10:40:25