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Sindicato protesta contra o Santander
Banco espanhol descumpre leis brasileiras, desrespeita trabalhadores e sua representação sindical

No último sábado (22), o Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região realizou uma manifestação, em frente a agência do Banco Santander, região central da cidade, para, em público, denunciar a quebra de acordo com o Sindicato, o descumprimento da lei e o desrespeito aos empregados por parte do banco. Além do carro de som circulando pelas ruas com as denúncias do Sindicato, foi concedida uma entrevista à radio da cidade pelo presidente do Sindicato.

Ao abrir as agências aos sábados, o banco descumpre a legislação. Ao convocar os funcionários para trabalhar aos sábados de forma unilateral, desrespeita a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), além de expor trabalhadores e clientes ao risco de contágio pela gripe H3N2 (Influenza) e pelo coronavírus em um cenário de crescimento acelerado de casos de Covid-19, devido à velocidade de transmissão da variante ?micron.

Desendivida de verdade

Sem consultar o movimento sindical ou os trabalhadores, que são os maiores prejudicados, o banco lançou uma campanha que supostamente tem o objetivo de promover o desendividamento dos clientes e colocou os bancários para atender estes clientes aos sábados.

Para o presidente do Sindicato, Paulo Cerqueira "se o banco quer demonstrar responsabilidade social com o Desendivida, ele deveria, primeiro, reduzir a inadimplência com a geração de empregos; interromper a terceirização, parar as demissões; reduzir os juros e tarifas; incentivar crédito para pequenas e médias empresas; e oferecer crédito responsável. Isso sim é responsabilidade social", finaliza.

Com o chapéu alheio

Para a coordenadora da COE/Santander,Lucimara Malaquias, o banco procura fazer cortesia com o chapéu alheio. ??Se o banco tem interesse em promover uma ação social de desendividamento, deve procurar alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores e mantenham as condições de trabalho adequadas, condizentes com o momento sanitário atual do país. Não dá para ajudar os clientes em detrimento dos funcionários. O banco deve assumir o ônus de sua campanha, não seus funcionários?, observou. ??Além disso, vendo algumas propostas de renegociação feitas pelo banco, não há redução de juros, apenas um parcelamento maior da dívida. Ou seja, mesmo num momento crítico, o banco ganha de todo lado. Promove uma responsabilidade social ??pra inglês ver???, concluiu.

Ação sindical

Após as tentativas infrutíferas de negociar com o banco, onde não foi possível impedir a abertura das agências com ações judiciais, houve manifestações nas imediações das agências. Em muitos casos, os trabalhadores acabaram sendo dispensados e voltaram para suas casas.

Além de forçar os trabalhadores a trabalharem no sábado, o banco não quer nem pagar as horas extras. Quer que as mesmas sejam compensadas durante a semana. Os sindicatos estudam ações para que haja o pagamento de horas extras para quem trabalhou, ou se colocou à disposição do banco no sábado.

??Entendemos que todo trabalho deve ser remunerado e não compensado. O trabalho aos sábados é extraordinário e, portanto, é obrigação mínima do banco remunerar esses trabalhadores?, defendeu Lucimara. ??Não concordamos com o trabalho aos sábados e existe lei que impede a abertura de agências bancárias aos sábados. O banco tem que entender que neste país existe lei?, disse.


Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT


 

Publicado em: 24/01/2022 / 16:25:53

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