

O presidente do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região, Helder Guedes Meira, e a diretora de Saúde da entidade, Maria Cristina Teixeira de Araújo, participaram do Seminário de Saúde da Fetrafi-MG, realizado em Belo Horizonte, na última quarta-feira, 22 de outubro.
Com o mote “Um olhar atento à saúde do trabalhador e da trabalhadora”, o evento reuniu lideranças sindicais, especialistas e representantes de instituições públicas para debater os principais desafios relacionados à saúde dos bancários e construir, de forma coletiva, caminhos para uma jornada de trabalho mais saudável e digna.
Na foto (da esquerda para a direita):
Helder Guedes Meira, presidente do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região; Dr. Carlos Eduardo Carrusca, mestre, doutor e professor da PUC Minas; Luciana Duarte, diretora de Saúde da Fetrafi-MG e do Sindicato de BH; Mauro Sales, diretor de Saúde da Contrafi-CUT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul; e Ramon Peres, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte.
O presidente da Fetrafi-MG, Carlindo Dias (Abelha), destacou a importância do encontro para o fortalecimento da luta sindical.
“É muito importante estarmos realizando este Seminário de Saúde, porque ele nos dá força, elementos e dados para ampliarmos nosso conhecimento e termos mais segurança na hora de negociar com os banqueiros”, ressaltou.
A secretária de Saúde da Fetrafi-MG, Luciana Duarte, alertou para o grave problema das subnotificações de adoecimento no setor bancário.
“Os dados sobre adoecimento da categoria são muito preocupantes, mas ainda temos muitos casos que não são contabilizados pelo INSS e, portanto, não entram nas estatísticas formais”, explicou.
A auditora-fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Odete Reis, destacou a importância das Normas Regulamentadoras NR-1 e NR-17 como ferramentas no enfrentamento aos riscos psicossociais na categoria bancária.
“A NR-1 e a NR-17 nos ajudam a ter base para os autos de infração, mas são, primeiramente, instrumentos de prevenção ao adoecimento. No entanto, a cada atualização, há um verdadeiro reboliço das empresas para tentar fugir da implementação delas”, pontuou.
O doutor em Psicologia da PUC Minas, Carlos Eduardo Carrusca, questionou se o que vivemos atualmente é realmente uma crise de saúde mental.
“Para mim, a crise é social, provocada pelas experiências de trabalho cada vez mais precarizadas pela informalidade, pela influência das big techs e da inteligência artificial, e pelo assédio moral nas instituições. Não adianta aumentar a resiliência do trabalhador com massoterapia ou esportes variados se não mudarmos os processos de trabalho que deterioram a saúde”, destacou.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb-BH), Ramon Peres, abordou o impacto das novas tecnologias na rotina e na saúde dos bancários.
“A inteligência artificial pode trazer alguns benefícios, como a automação de tarefas repetitivas e a criação de novas oportunidades de trabalho. No entanto, para os banqueiros, ela significa aumento do lucro, devido ao fechamento de agências e à redução de funcionários. Já para os bancários, os efeitos negativos vão desde o aumento da pressão e do monitoramento até a insegurança no emprego e a desumanização do trabalho”, reforçou.
O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e do bem-estar da categoria, defendendo condições de trabalho mais justas, humanas e seguras.
Publicado em: 27/10/2025 / 09:30:22