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SANTANDER: TRABALHADORES COBRAM CANAL DE COMUNICAÇÃO COM O BANCO
Diálogo desgastado com a diretoria de relações sindicais levam entidades sindicais a buscar canal direto com vice-presidência de RH

Depois de muita insistência, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) conseguiu se reunir, na manhã desta sexta-feira (22), com a vice-presidente de Recursos Humanos do Santander, Vanessa Lobato, e também teve a participação da diretora de Relações Sindicais, Fabiana Ribeiro.


â??A interface é feita pela diretoria de Relações Sindicais, mas o diálogo está esgotado. Nos últimos meses, relatamos diversos problemas vividos pelos trabalhadores, mas não há nenhuma solução ou contraproposta. Por isso, resolvemos falar direto com a vice-presidência de Recursos Humanosâ?�, explicou Mario Raia, secretário de Assuntos Sócio econômicos e representante da Contraf-CUT na mesa de negociações com o banco.


A situação é tão grave, que assuntos como, a criação de regras e cronograma para a unificação de cargos nas agências; a abertura de agências aos finais de semana e a implantação de horário estendido durante a semana; o aumento abusivo da mensalidade e a coparticipação no convênio de saúde Sulamérica; a retirada das portas de segurança nas agências, o descumprimento do acordo de pausa e folgas nos call centers; o desconto variável na folha de pagamento dos trabalhadores do Vila Santander; e a alteração da bandeira dos vales alimentação e refeição estão pendentes na pauta com a diretoria de relações sindicais há meses.


O dirigente da Contraf-CUT disse ainda que, além de buscar a resolução dos problemas dos trabalhadores, a reunião serviu para tentar restabelecer o canal de negociações com o banco. â??Valorizamos muito a via negocial. Sabemos que cada um vai defender sua parte, mas acreditamos que muitos dos problemas podem ser resolvidos a partir da negociação. Por isso, não entendemos e não aceitamos ver medidas sendo implementadas pelo banco sem a prévia negociação com as entidades de representação dos trabalhadoresâ?�, afirmou Rita Berlofa, presidenta mundial de Uni Finanças.


Maria Rosani, coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander, lembrou que â??essa postura, inclusive, fere o que diz nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que determina que o banco comunique previamente as entidades de representação dos trabalhadores as medidas a serem tomadas que interfiram nas relações de trabalhoâ?�, concluiu.


Participou também da reunião Lucimara Malaquias, coordenadora do Coletivo Santander no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. 


Fonte: Contraf-CUT


 

Publicado em: 25/03/2019 / 16:24:00

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