
O banco Santander foi o banco com maior índice de reclamações no quarto trimestre de 2017 entre as instituições financeiras com mais de 4 milhões de clientes, segundo levantamento divulgado pelo Banco Central do Brasil (BCB) nesta segunda-feira (15). O banco espanhol já havia sido o â??campeãoâ?� de queixas no terceiro trimestre de 2017.
Segundo levantamento do Banco Central, o banco espanhol lidera o ranking de reclamações com um índice de 42,87, seguido pela Caixa Econômica Federal, com índice de 33,24 e pelo Bradesco, com 25,63. Em quarto está o Banrisul, com índice de 25,06 e em quinto o Banco do Brasil, com 24,50.
Foram 110 tipos diferentes de reclamações contra o conglomerado Santander. As cinco com maior número de reclamações foram: 776 queixas contra â??Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços disponibilizados em internet bankingâ?�; 625 contra â??Terminais eletrônicos e internetâ?�; 501 contra â??Insatisfação com o atendimento prestado pelo SAC ou Central de Relacionamentoâ?�; 384 contra â??Oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequadaâ?�; e 376 contra â??Insatisfação com a resposta recebida da instituição financeira referente à reclamação registrada no BCBâ?�.
â??A manutenção da liderança no ranking de reclamações é uma prova de que a gestão do midiático Sergio Rial está preocupada apenas com a obtenção do lucro, mesmo que seja preciso cortar direitos dos funcionários e desrespeitar os clientes, que têm atendimento e serviços cada vez mais precarizados. A responsabilidade por tamanha insatisfação é exclusiva da direção do banco e sua ganância sem limitesâ?�, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander, Maria Rosani.
Índice
Para calcular o índice de reclamações, o BC divide o número de reclamações pelo de clientes e multiplica o resultado por 1.000.000. Quanto maior o índice, pior a classificação da instituição. Antes publicado a cada dois meses, o ranking passou a ser trimestral em 2017.
Fonte: Contraf-CUT







