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NOTA À CATEGORIA
Caixa ajuíza dissídio: é hora de manter a mobilização e não cair em armadilhas

Após 15 dias de greve e sem acordo na mediação realizada pelo Ministério Público do Trabalho, a Caixa ajuizou dissídio coletivo. A medida confirma os riscos que já haviam sido alertados pelo movimento sindical: diante da força da greve, a empresa tenta transferir para a Justiça a responsabilidade pela solução do impasse e aposta no enfraquecimento da mobilização.


O ajuizamento do dissídio não encerra automaticamente a greve nem significa que os direitos dos empregados estejam garantidos. A primeira etapa do processo será a conciliação, quando será realizada uma tentativa de acordo entre as partes.


Nesse momento, a Caixa também estará observando quantos empregados retornaram ao trabalho após a ameaça de dissídio. A empresa pretende medir o nível de adesão e de resistência da categoria para decidir se tem interesse em conciliar ou se seguirá adiante no processo. Por isso, cada retorno individual pode ser utilizado pela empresa como argumento para enfraquecer a greve e reduzir sua disposição para negociar.


Caso não haja acordo na conciliação, o dissídio poderá avançar para as etapas seguintes, com a análise do processo pela Justiça do Trabalho e, posteriormente, o julgamento das reivindicações. Nesse caminho, existe o risco de decisões que não contemplem integralmente as demandas da categoria e que possam impor condições menos favoráveis do que aquelas construídas por meio da negociação coletiva.


É justamente esse cenário que já vinha sendo alertado pelo movimento sindical. A Caixa tenta usar a insegurança e o cansaço para dividir os empregados e criar a impressão de que a greve perdeu força. No entanto, a mobilização foi responsável por obrigar a empresa a reabrir as negociações, suspender medidas que atingiam direitos e retomar o diálogo sobre o Saúde Caixa.


A greve continua sendo fundamental. A empresa precisa perceber que a categoria permanece unida, mobilizada e disposta a lutar por seus direitos. Não é hora de recuar nem de permitir que a Caixa utilize o dissídio como instrumento de pressão.


A orientação é que todos os empregados acompanhem as informações do Sindicato, participem das atividades de mobilização e mantenham a unidade. Os próximos passos serão decisivos, especialmente durante a fase de conciliação.


O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região continuará acompanhando o processo, participando das negociações e mantendo toda a categoria informada.


O Sindicato permanece ao lado da categoria, como esteve ao longo de toda a campanha, na defesa dos direitos e no respeito às decisões das assembleias.


A força da categoria será determinante para definir os rumos do dissídio e da negociação.


Seguimos firmes, unidos e mobilizados. Nenhum direito a menos!


Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região


 

Publicado em: 24/09/2026 / 10:50:07

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