

Descaso, irresponsabilidade e insensibilidade. ? isso que o Itaú demonstra diante das denúncias de sobrecarga de trabalho após o direcionamento de pensionistas do INSS para suas unidades. Após ser cobrado pelo movimento sindical, que enviou ofício solicitando a suspensão temporária das metas nas unidades afetadas, o banco se negou a realizar mudanças e menosprezou o sofrimento a que têm sido submetidos seus funcionários e funcionárias.
Na resposta enviada, o Itaú alegou que ??apesar do aumento no fluxo, esses novos clientes também representam diversas oportunidades para alcance das metas?, deixando claro que só se importa com os lucros e que a saúde dos trabalhadores vale menos que o atingimento de resultados.
O banco tratou com descaso as cobranças do movimento sindical e a realidade de inúmeras agências pelo Brasil, afirmando que ??o Gera trabalha com uma cesta de benefícios (já explicado em reuniões passadas), o que facilita o alcance das metas, sem focar exclusivamente em um único produto?.
??Queremos deixar claro que o Itaú desrespeita não apenas bancárias e bancários, como também seus clientes e beneficiários do INSS. A realidade é de filas intermináveis, trabalhadores extremamente sobrecarregados e o banco quer, ainda, que eles ??enfiem?? produtos nos novos clientes, um público principalmente de pessoas idosas. ? desumano?, denunciou Valdenia Ferreira, coordenadora da COE (Comissão de Organização dos Empregados do Itaú) e diretora do Sindicato dos bancários de belo Horizonte.
O presidente do Sindicato de Teófilo Otoni, Helder Guedes, que também é funcionário do Itaú, destacou que, por mais que o redirecionamento dos beneficiários não seja culpa do banco, é preciso ter sensibilidade diante desta situação e acredita que o aumento de atendimentos diários e as metas altíssimas impostas pelos gestores são os maiores causadores de adoecimento da categoria.
Fonte : Sintraf T.O. e região com Sindicato dos Bancários de BH e CONTRAF.
Publicado em: 28/10/2024 / 13:57:34