

Funcionários do Banco do Brasil em todo o país participaram na noite da última sexta-feira (05.02) de assembleias realizadas pela internet e aprovaram o Estado de Greve. ??Os funcionários mostraram que querem negociar. Exigem que o banco seja transparente com relação ao plano que está em implantação. Queremos saber quantas e quais agências serão fechadas, quantos funcionários serão afetados e o que o banco pretende fazer para que os trabalhadores não sejam, mais uma vez, prejudicados?, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
Bancárixs do Banco do Brasil da base do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região aprovaram adesão à paralisação de 24 horas contra o desmonte do BB, na sexta-feira (05/02). A ação faz parte das atividades previstas no calendário de mobilizações contra a reestruturação, definido pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) junto com as Federações e Sindicatos, e que já conta com diversas atividades e mobilizações desde o anúncio do plano pelo BB, no dia 11.01.
A Assembleia, que teve como pauta a apreciação e deliberação sobre a proposta de decretação de Estado de Greve e indicação de paralisação por prazo determinado a partir das 00h00m até às 23h59m do dia 10 de fevereiro de 2021, foi aprovada com 87,50% dos votos dos participantes. Durante 24 horas, os trabalhadores cruzarão os braços em protesto à proposta de reestruturação da instituição.
O Estado de Greve é um alerta para que a direção do banco e o governo se atente para as reivindicações dos trabalhadores e abram negociação para que se evite a deflagração da greve.
??Temos que estar preparados para o pior, pois temos no comando do país um governo que, declaradamente, quer acabar com os diretos dos trabalhadores e que vê o funcionalismo como um problema para seu projeto privatista. Um governo que quer, a qualquer custo, acabar com o Banco do Brasil?, completou a secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes.
Pressão
Os funcionários estão pressionando o banco para que o mesmo seja transparente e abra negociações com relação ao plano que prevê a demissão de 5 mil funcionários (em plena pandemia), além do fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios.
Na quarta-feira (3), os funcionários realizaram reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para pedir intervenção do órgão na busca de informações. ??Procuramos a intermediação do MPT porque a direção do banco, pela primeira vez, se recusou a nos informar sobre mudanças que afetam os funcionários de forma contundente?, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga.
O banco se comprometeu na reunião a submeter a pauta com os pontos destacados pela Contraf-CUT à instância superior e trazer a resposta até a próxima audiência com o MPT, na segunda-feira (8).
Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT
Publicado em: 08/02/2021 / 13:12:00