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Funcionários do Banco do Brasil aprovam propostas de reivindicações
Documento segue, agora, para aprovação das assembleias a serem realizadas em todo o país

Os trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil aprovaram, nesta quinta-feira (9), durante a 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, as propostas de reivindicações para a Campanha Nacional 2022, a serem entregues à empresa.

??O conjunto de reivindicações foi formulado com a participação das federações de todas as regiões do país. Seu conteúdo inclui desde tratamento igualitário a todos e todas as funcionárias do BB, incluindo dos bancos incorporados, até percentual de mulheres na mesma proporção da população do BB e saúde mental dos funcionários, como avaliação psíquica sempre que o trabalhador solicitar, através da Cassi?, resumiu o João Fukunaga, coordenador da CEBB.

Apesar de todas as entidades locais já terem tido contato com o material, durante a mesa que fechou o terceiro dia do encontro, as 11 páginas que compõem o documento foram relidas. ??Esse processo foi importante para corroborar a nossa missão de democratizar ao máximo os processos sindicais?, completou Fukunaga.

Agricultura familiar

O Banco do Brasil é fundamental para a execução de políticas públicas e de crédito para a agricultura familiar no país, responsável por cerca de 80% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros. Este foi um dos temas discutidos durante o Congresso, em mesa com a presença do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos, do membro da coordenação nacional do MST, Gilmar Mauro, e de Paulo Kliass, doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.

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O papel do BB na reconstrução do Brasil

Outro debate realizado por funcionárias e funcionários abordou o papel do Banco do Brasil na reconstrução do país que queremos. Na mesa, os participantes trataram da atual crise causada pelo modelo neoliberal, aprofundado desde o governo Temer, e a importância de fortalecer os bancos públicos como agentes de fomento à economia e ao desenvolvimento social. Participaram o ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, Guido Mantega, o ex-presidente Sindicato dos Bancários de SP, João Vaccari Neto, e o economista Jorge Gouveia.

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Desigualdade de Gênero e Raça

Nesta sexta-feira, 10, as discussões prosseguiram com a realização do Encontro sobre Desigualdade de Gênero e Raça no Trabalho e Renda. Funcionárias ressaltaram que, apesar de serem maioria no quadro funcional do BB, a média salarial dos homens é maior. A diferença se aprofunda quando o recorte leva em conta a raça. No atual cenário de retrocessos e aumento nas denúncias de assédio, violência contra a mulher e homofobia, os trabalhadores cobram as discussões sobre estas temáticas esteja presente dentro do banco.

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Encontro sobre juventude

Finalizando o Congresso, bancárias e bancários debateram sobre o acesso da juventude ao trabalho e à renda em um contexto de precarização de direitos. Hoje, o Brasil tem a quarta maior taxa de desemprego no grupo de 16 a 24 anos, de 31%. Também é preciso refletir sobre a atualização dos sindicatos, para se aproximar dos jovens e para que eles sejam realmente representados.

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Veja a minuta da pauta de reivindicação específica do Banco do Brasil



Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT


 

Publicado em: 10/06/2022 / 14:57:59

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