

Nesta segunda-feira (27), empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país participam do Dia Nacional de Mobilização, uma ação que integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e reforça a defesa do Saúde Caixa, da valorização dos trabalhadores, de melhores condições de trabalho e de uma Caixa 100% pública.
A mobilização acontece em um momento decisivo. Na última rodada de negociação específica, a Caixa não apresentou respostas concretas para importantes reivindicações dos empregados. A representação dos trabalhadores cobrou avanços em temas como Saúde Caixa, licenças para tratamento de saúde, teletrabalho, substituição em cascata, superendividamento e condições de trabalho.
A próxima rodada da mesa específica está marcada para sexta-feira (31), em São Paulo, e a mobilização da categoria até lá será fundamental para aumentar a pressão sobre o banco.
Entre as principais reivindicações está o fortalecimento do Saúde Caixa, uma das maiores conquistas históricas dos empregados.
A categoria reivindica o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento, que limita a participação da Caixa no custeio do plano, e a retomada efetiva do modelo 70/30, no qual a Caixa assume 70% das despesas assistenciais e os usuários, 30%.
O teto não significa proteção aos empregados. Ao limitar quanto a Caixa pode destinar ao plano, ele faz com que o crescimento das despesas médicas pese proporcionalmente cada vez mais sobre empregados, aposentados e pensionistas. A campanha nacional destaca, por isso, que preservar a sustentabilidade do Saúde Caixa exige maior responsabilidade da empresa em seu financiamento.
Também está na pauta a isonomia para os empregados admitidos após 2018, garantindo direitos relacionados ao Saúde Caixa, inclusive após a aposentadoria.
As reivindicações apresentadas pela representação dos empregados alcançam diretamente o cotidiano nas unidades.
Entre os temas estão a regulamentação do teletrabalho e o direito à desconexão; licenças e proteção aos trabalhadores em tratamento de saúde; substituição em cascata; solução para situações de superendividamento; critérios transparentes nos processos seletivos internos; revisão dos planos de cargos, salários e funções gratificadas; combate às metas abusivas, ao assédio, à sobrecarga e ao adoecimento; além da valorização profissional e de melhores condições de trabalho.
Também há críticas aos modelos Genesys e Figital, diante dos impactos provocados pela combinação das atividades presenciais e digitais, com cobrança para que tecnologia, metas e remuneração variável não sejam utilizadas como instrumentos de aumento da pressão sobre os empregados.
A reivindicação é clara: modernização não pode significar sobrecarga, adoecimento ou retirada de direitos.
O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região faz um chamado especial às empregadas e aos empregados da Caixa de toda a nossa base: não basta acompanharmos as negociações. Precisamos participar delas por meio da mobilização.
Quem representa os trabalhadores na mesa de negociação precisa chegar diante da direção da Caixa demonstrando que existe uma categoria informada, organizada e mobilizada por trás de cada reivindicação.
E, hoje, essa mobilização não acontece apenas nos atos presenciais e nos locais de trabalho. As redes sociais também são espaço de luta e pressão.
Por isso, quando o Sindicato publicar conteúdos sobre a Campanha Nacional, as negociações com a Caixa, o Saúde Caixa e as demais reivindicações, a participação de cada trabalhador faz diferença.
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Uma publicação com pouca participação pode transmitir a impressão de uma categoria distante da negociação. Uma publicação tomada por comentários, compartilhamentos e manifestações dos empregados mostra exatamente o contrário: há uma base acompanhando, cobrando e apoiando suas reivindicações.
Quanto maior a mobilização na base — nas unidades e também nas redes —, maior será a força política de nossa representação para cobrar respostas da Caixa.
A Caixa precisa perceber que, quando nossos representantes falam na mesa, não estão falando sozinhos. Há milhares de trabalhadores por trás deles.
O Dia Nacional de Mobilização desta segunda-feira antecede a próxima rodada de negociação específica, marcada para sexta-feira (31).
Até lá, o recado da categoria precisa chegar forte à Caixa: queremos um Saúde Caixa sustentável, solidário e acessível; valorização profissional; respeito à saúde dos trabalhadores; melhores condições de trabalho; direitos para todos e uma Caixa pública fortalecida.
A união de toda a categoria bancária também fortalece a mesa única de negociação e a defesa da Convenção Coletiva de Trabalho.
Nossa representação será tão forte na mesa quanto for a nossa mobilização na base.
Participe. Curta. Comente. Compartilhe. Mobilize seus colegas.
Quando a base se movimenta, a mesa sente. ✊
Fonte: Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região, com informações da Contraf-CUT/CEE-Caixa
Publicado em: 27/07/2026 / 15:31:55