

Dia 08 de Julho foi o Dia Nacional de Luta Trabalhadores do Itaú
Com mais de R$ 11 bilhões de lucro no 1º trimestre de 2025, Itaú fecha agências, demite, sobrecarrega equipes e ignora sua responsabilidade social.
O Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores do Itaú denuncia o abismo entre os resultados financeiros do banco e a realidade enfrentada por quem constrói esses números. O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 11,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2025, um crescimento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 23,7% no Brasil.
Mas esse lucro bilionário tem sido construído à custa do adoecimento e da sobrecarga dos trabalhadores, além do fechamento de unidades e da perda de clientes:
222 agências fechadas em 12 meses
1,4 milhão de clientes a menos
Superlotação nas agências restantes
Crescimento dos afastamentos por doenças psíquicas
Metas abusivas e falsa realocação
“O lucro do Itaú só é possível graças ao trabalho dos bancários, que infelizmente continuam sendo vítimas de pressão e assédio moral nas agências e departamentos. Cada vez mais os números revelam uma realidade alarmante: o crescimento dos afastamentos por doenças psíquicas, causadas por metas abusivas, sobrecarga e insegurança. Com um lucro dessa dimensão, o banco tem plenas condições de contratar mais funcionários, parar de fechar unidades e oferecer um atendimento digno à população”, afirmou Valeska Pincovai, coordenadora da COE Itaú
Fechamento de agências e realocações compulsórias
Nos últimos meses, 120 unidades foram fechadas e outras 55 estão em fase de encerramento, com previsão de término até agosto. Muitas das agências encerradas são lucrativas e essenciais para suas comunidades — especialmente para idosos e aposentados.
A COE reivindica que o Itaú reavalie os fechamentos, respeite sua concessão pública e garanta atendimento digno à população.
Já as realocações estão ocorrendo sem critério transparente e com forte impacto emocional sobre os trabalhadores.
A COE solicitou o acompanhamento dos casos e denunciou a superlotação nas agências que recebem realocados.
Depoimento de um bancário do Itaú:
“Recebi a notícia de que minha agência iria encerrar as atividades e que na receptora não haveria vaga para mim. O banco me ofereceu uma vaga em outra cidade, distante da minha casa, prejudicando a minha vida pessoal — e se eu não aceitasse, o problema era meu, pois estava sendo oferecida uma ‘oportunidade’. A realocação é feita de forma injusta e não é para todos. O banco está demitindo trabalhadores de inúmeras pontes de trabalho.” — Relato de bancário, sob anonimato
O movimento sindical exige:
✔ Fim das metas abusivas e demissões
✔ Contratação de mais trabalhadores
✔ Reabertura de agências essenciais
✔ Segurança e dignidade para quem trabalha
A luta é de todos!
Fonte: Sintraf – T.O. e região
Publicado em: 08/07/2025 / 08:36:57