

O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região parabeniza todas as mulheres pela data de hoje. No dia 8 de março, as mulheres são lembradas pela sua força, coragem e capacidade de luta. O chamado Dia Internacional da Mulher só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais.
Na categoria bancária, a organização das trabalhadoras já garantiu importantes conquistas para as mulheres. Entre elas, a licença maternidade de 180 dias, campanhas contra o assédio sexual no trabalho, a realização do Censo da Diversidade para promover a igualdade de oportunidades, a criação de canais de atendimento nos bancos para mulheres vítimas de violência, entre outros.
Nesta semana, centrais e movimentos sociais começaram a divulgar os locais do país onde acontecerão atividades, ao longo do mês e também neste 8 de março, em celebração ao Dia Internacional da Mulher. â??O tema deste ano é â??Mulheres por democracia, autonomia econômica e trabalho dignoâ?? com o lema â??Sem Mulher Não tem Democraciaâ??â?�, informa a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, ao avaliar que os movimentos de mulheres estão otimistas com o novo governo pelas movimentações recentes que apontam para o avanço de políticas públicas contra a desigualdade de gênero.
O país vive, atualmente, um recorde feminino na Esplanada dos Ministérios: das 37 pastas, 11 são ocupadas por mulheres. â??Além de mulheres que passaram a ocupar quase 30% dos ministérios, o atual presidente da República fez questão de colocar duas mulheres no comando das principais instituições financeiras do país, Caixa e Banco do Brasil, reconhecendo a atuação das mulheres na sociedade e a necessidade de igualdade de oportunidadesâ?�, destaca a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
No último dia 28, o presidente anunciou que, neste 8 de março, apresentará ao Congresso uma lei para igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. â??A questão da igualdade de oportunidade é uma das bandeiras de luta do movimento sindical bancário. Um levantamento mais recente, feito com base em dados do Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e divulgado por nós, mostra que enquanto um homem branco bancário ganha, em média, R$ 10 mil, a mulher branca recebe R$ 7,8 mil. A situação das mulheres negras é ainda mais delicada: elas recebem apenas R$ 5,9 mil, em médiaâ?�, explica Juvandia.
Fernanda Lopes observa que a pauta deste ano, para o 8 de março, â??promovido pela CUT, centrais sindicais e movimentos sociais, faz a ligação entre democracia, autonomia econômica e trabalho digno, porque a desigualdade de gênero é uma das consequências da injustiça socialâ?�.
Juvandia Moreira destaca também que, â??ao longo dos últimos quatro anos, houve um desmonte das políticas públicasâ?�. Um levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), uma organização não governamental sem fins lucrativos, mostra que o governo anterior cortou 94% da verba destinada ao Ministério da Mulher para a proteção de gênero, nos orçamentos elaborados e enviado ao Congresso, referentes aos anos 2020 a 2023.
Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT
Publicado em: 08/03/2023 / 12:20:18