Notícias

Deputados aprovam PDC 956. Projeto susta os efeitos da CGPAR 23; pressão agora é no Senado
A CGPAR 23 é considerada inconstitucional e representa o desmonte dos planos de saúde de autogestão das estatais como Cassi, Saúde Caixa, Postal Saúde, AMS, PAS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) o Projeto de Decreto Legislativo 956/18, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que suspende os efeitos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Foram 365 votas favoráveis e 39 contrários. O texto aprovado segue para o Senado.

??A aprovação foi muito importante para os trabalhadores. Agora, a pressão é sobre o Senado. Vamos nos mobilizar para conseguir a aprovação também pelos senadores?, afirmou o secretário de Relações de Trabalho e responsável da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pelo acompanhamento da tramitação dos projetos de interesses da categoria no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão.

Em entrevista concedida à Contraf-CUT, a deputada Erika Kokay (PT/DF), autora do PDC 956, explicou os motivos pelos quais a CGPAR 23 deve ser barrada.

??Uma resolução não pode se contrapor ao regramento legal. Ela é absolutamente abusiva e ilegal. A CGPAR 23 busca retirar direitos e desconstrói ou enfrenta os contratos de trabalho?, disse a deputada. ??Entramos com um projeto de decreto legislativo para impedir que esta resolução venha a solapar direitos dos trabalhadores?, completou a deputada.

Ouça abaixo a entrevista na íntegra da Deputada Erika Kokay sobre a aprovação PDC 956.

Entenda

A Resolução nº 23, de 18 de janeiro de 2018 (CGPAR 23), do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, "estabelece diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados?. A intenção é acabar com os planos de saúde de autogestão das empresas estatais, deixando milhões de trabalhadores e suas famílias desassistidos.

As medidas impostas pela CGPAR 23 encarecem os programas de saúde das estatais, determinam a proibição da adesão de novos contratados, a restrição do acesso a aposentados, cobranças por faixa etária, carências e franquias e, principalmente, reduzem a participação das estatais no custeio da assistência médica. 

A resolução ainda precariza o sistema brasileiro de saúde coletiva já que com o desmonte dos planos de autogestão, milhões de trabalhadores e seus familiares acabarão deixando as autogestões, causando inclusive sobrecarga ainda maior ao SUS. 

Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT


 

Publicado em: 13/07/2021 / 17:12:08

Eventos


Nenhum conteúdo disponível no momento.


Jornal

O Espelho - Dia de Luta no Banco do Brasil

Download

Entidades

FETRAFI-MG

CONTRAF

CUT Brasil

LINKS IMPORTANTES