

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou nesta quinta-feira (16) um ofício à Caixa Econômica Federal notificando-a do descumprimento da cláusula que impede o ranking de empregados e do assédio moral praticado contra os presentes, que foram obrigados a fazerem flexões de braço durante um evento nacional do banco, realizado de 14 a 15 de dezembro, em Atibaia, São Paulo.
??Vimos, através deste, apresentar nossos protestos e denunciar a prática de assédio moral coletivo no evento ??Nação Caixa 2021??, em Atibaia ?? SP, em que reuniu empregados, empresários lotéricos e correspondentes Caixa?.
O ofício observa que a seleção dos empregados participantes levou em conta critérios proibidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária. ??De acordo com a própria Caixa, a escolha dos(as) empregados(as) para participação no evento considerou ??critério meritocráticos??, supostamente reconhecendo trabalhadores que se destacaram em 2021. Tal prática é uma forma de ranking, que é proibida na Convenção Coletiva do Trabalho?, diz o ofício.
??Durante o ??Nação Caixa?? foram realizadas práticas que expuseram os empregados a situações constrangedoras, que se transformaram em vexame nacional e até internacional quando vídeos que comprovam a prática ??viralizaram?? pelas redes sociais e foram noticiados por diversos veículos de imprensa escrita e televisiva?, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. ??E pior é que parte deste constrangimento se deve à prática do presidente do banco (Pedro Guimarães), configurando também o assédio moral?, explicou Fabiana, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT.
No ofício, a Contraf-CUT informa ainda que a seleção para participação e as práticas efetuadas no ??Nação Caixa? descumprem não apenas o que está acordado na CCT da categoria, mas também a Convenção nº 190 da OIT e princípios da Constituição Federal do Brasil.
Além do ofício enviado ao banco, a Contraf-CUT e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) também notificaram o Ministério Público do Trabalho (MPT), que já notificou o banco e recomendou que tal prática não seja mais realizada.
??O pedido para que a prática não seja mais realizada é o começo, mas essas irregularidades devem ser punidas, para que os erros não fiquem impunes?, observou a coordenadora da CEE. ??Essa gestão do Pedro Guimarães é vergonhosa e mancha a história da Caixa?, completou, ao observar que o pedido para que a prática não seja mais cometida já é um indício de que existem irregularidades.
Além de ter ganhado vulto ao se espalhar pelas redes sociais, o constrangimento, pelo qual passaram empregados e empresários, foi amplamente divulgado pelos veículos de comunicação da imprensa escrita e de TV.
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Fonte: Contraf-CUT
Publicado em: 17/12/2021 / 14:17:00