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CANCELADA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA BANCO ITAÚ - TELETRABALHO
Sindicato rejeita proposta do Itaú sobre teletrabalho, ponto eletrônico e quitação de horas extras

Durante o último mês, o Sindicato participou de diversas reuniões de negociação com o Itaú sobre acordo coletivo de teletrabalho, ponto eletrônico e quitação de horas extras. A entidade, porém, após extensa análise e debate com a Fetrafi-MG (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas erais) e os demais Sindicatos dos Bancários de Minas Gerais, optou por rejeitar as propostas apresentadas pelo banco, em razão de alguns fatores:

Em relação ao teletrabalho, por exemplo, a proposta contempla algumas reivindicações do Sindicato no que diz respeito à ergonomia e à ajuda de custo. Porém, ela não abrange todos os funcionários que estão nesse regime de trabalho, somente os da área administrativa (back office). Desta forma, ficam de fora bancários da rede de agências que estão trabalhando em casa.

Outro problema é que, mesmo que o Itaú arque com os custos operacionais com computador, cadeira, teclado e mouse, caso haja necessidade de manutenção destes equipamentos, todo o custo de entrega no local da manutenção recai sobre o trabalhador. O acordo também não prevê como ficam os períodos de tempo em que o trabalhador estiver aguardando os reparos e consertos, com a sua contabilização como efetivo trabalho dado o tempo à disposição do banco.

A proposta não é clara, ainda, ao colocar o bancário como responsável pela guarda e conservação dos equipamentos, sem esclarecer questões ligadas à segurança ou medidas de auxílio e amparo em caso de furtos, roubos ou outros fatos que fogem do controle do funcionário. Isto, sendo certo que tais bens são considerados em proveito da atividade econômica, e não da pessoa do empregado.

Já a proposta de acordo para regulamentação do ponto eletrônico não diverge em nada do atual acordo que o Sindicato já tem assinado com o banco, que regulamenta a marcação da jornada de trabalho e garante acesso do Sindicato, em qualquer tempo, ao espelho de ponto dos bancários.

O grande problema está na proposta para a quitação integral das horas extras. A anotação da jornada dos funcionários nem sempre reflete a real jornada e as horas extras realizadas. A imposição de quitação integral beneficia o banco e dificulta futuras discussões ou questionamentos do bancário sobre horas extras não registradas.Na proposta, a quitação integral, eximiria o banco da sua responsabilidade em relação à jornada e ao devido pagamento das horas extras realizadas pelos funcionários.

O presidente do Sintraf T.O e Região, Paulo Cerqueira, destacou que, desta forma, bancários podem ser prejudicados. ??Infelizmente, o Sindicato ainda recebe denúncias sobre a prática de gestores mal-intencionados ou mal instruídos, que constrangem o bancário a não marcar corretamente a sua jornada de trabalho, e este, por medo de uma recusa acabar gerando retaliações, acaba assinando. O que nos traz uma grande preocupação em relação a esta questão de quitação integral das horas extras, nos levando a uma posição de total contrariedade à assinatura desse acordo para que os direitos dos trabalhadores não sejam feridos?, explicou.

Como o Itaú propôs que todos os acordos sejam assinados conjuntamente, diante dos motivos apresentados, é inviável aceitar a proposta. Cumprindo seu papel de defender as bancárias e os bancários de Teófilo Otoni e Região, o Sindicato não aceitará a retirada de direitos, e, diante de todo o exposto, comunica que está cancelando a assembleia que seria realizada nos dias 03 e 04 deste mês de Dezembro.


 

Publicado em: 01/12/2020 / 21:10:00

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