

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) recebeu, na manhã desta terça-feira (16), a proposta do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022-2023. A porta-voz do BB abriu o sétimo encontro da campanha afirmando que a ??expectativa é manter as cláusulas do ACT vigente?. No entanto, o que a empresa fez foi apresentar mudanças em pontos relevantes do documento, como a redução dos atuais três ciclos avaliatórios para um ciclo e a substituição de 1 ano de assistência psicológica para 20 sessões de psicoterapias a vítimas de assalto ou sequestro.
O ACT vigente estabelece que o funcionário poderá ser dispensado da função ou descomissionado com três ciclos avaliatórios ??consecutivos de desempenho insatisfatório?. O trabalhador no cargo de gerente-geral, entretanto, pode sofrer esses sanções se tiver apenas um ciclo de desempenho insatisfatório.
??Nós não concordamos com a proposta do banco. Nossa proposta, para ficar mais justo, é que os três ciclos de avaliação sejam estendidos para todos, incluindo aos gerentes-gerais?, disse o coordenador da CEBB, João Fukunaga.
??Essa mudança sugerida pelo banco fragiliza a condição dos funcionários. Um ciclo não é suficiente. O instrumento atual é importante e precisa ser melhorado e não reduzido?, completou a representante da Fetrafi-RS na CEBB, Priscila Aguirres.
A representante da Feeb-SP/MS na CEBB, Elisa Figueiredo, lembrou que esta é a terceira vez que o banco tenta reduzir os ciclos de avaliação. ??A primeira vez foi em 2018, a segunda, em 2020?.
A preocupação dos trabalhadores é que as avaliações sejam utilizadas indevidamente para ameaçar, de forma velada, funcionários que não conseguem cumprir metas. Com a redução dos ciclos essa manobra negativa seria facilitada. ??O perigo, portanto, é que essa proposta termine por reforçar o assédio moral dentro do BB?, explicou Fukunaga.
Na proposta de reduzir ??1 ano de assistência psicológica para 20 sessões de psicoterapia?, a funcionário ou seu dependente vítima de assalto ou sequestro, o banco alegou que um levantamento feito com base nos últimos quatro anos revelou que são raros os casos em que as 20 sessões foram extrapoladas. O banco argumentou ainda que sua proposta abre espaço para um número ilimitado de consultas, se o tratamento precisar ser prorrogado.
??Por que colocar um limite, então, se o tratamento pode ser prorrogado??, questionou o representante da Fetrafi/MG na CEBB, Rogério Tavares. ??Não podemos deixar o texto como está??, continuou. A advogada Renata Cabral, sócia de Crivelli Advogados, que assessora a Contraf-CUT, ponderou ainda que o texto sobre o tema presente no ACT atual é ??absolutamente mais benéfico? aos trabalhadores do BB.
Quarta-feira ?? 17 de agosto ?? Cláusula Sociais
Fonte: Contraf-CUT
Publicado em: 16/08/2022 / 17:16:23