

A Caixa Econômica Federal está sob nova gestão. O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (25), o novo presidente do banco. Carlos Antônio Vieira Fernandes substituirá Rita Serrano, que se manteve no cargo desde o início do ano. O anúncio foi feito pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, por meio de nota.
Empregada da Caixa há quase 34 anos, Rita Serrano é mestre em Administração e graduada em Estudos Sociais e História, com especialização em Governança Corporativa para conselheiros. Ela também foi diretora da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) e representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da empresa. Com longa trajetória no movimento sindical, Rita foi presidente do Sindicato dos Bancários do ABC entre 2006 e 2012 e é autora de três livros.
A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, criticou a troca na presidência da Caixa Econômica Federal de Rita Serrano por Carlos Antônio Vieira Fernandes. ??As mulheres foram responsáveis por aproximadamente 60% dos votos de Lula nas últimas eleições. ? ruim a substituição de uma mulher por um homem na presidência da Caixa?, disse Juvandia. ??Não vamos aceitar que a política do governo passado seja implementada na empresa, como o desmonte da empresa e da sua função de banco público. Nem retrocessos na política da gestão de pessoas?, completou, ao ressaltar que trata-se de uma mulher a menos no governo.
A troca também foi criticada pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. ??Após as drásticas gestões do banco durante o governo anterior, que implementou uma política de assédio moral e sexual contra as empregadas e empregados, Rita vinha tentando mudar e melhorar o cenário. Tínhamos nossas críticas, mas a gestão era aberta ao diálogo?, disse. ??Em uma instituição tão grande e importante como a Caixa, as mudanças demoram a acontecer. Infelizmente ocorreu a substituição quando as mudanças estavam em andamento?, completou.
A coordenadora da CEE destacou também a importância do papel social da Caixa. ??Para que não haja risco na execução de políticas sociais prioritárias para o governo, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e a própria política de financiamento habitacional do banco, entre outras, a Caixa não deveria ser usada como moeda de troca?, disse Fabiana, lembrando que em gestões passadas o banco já serviu como moeda de troca e teve sua gestão investigada e sua imagem prejudicada.
As Entidades representativas irão acompanhar de perto os desdobramentos gerados por esta troca e continuarão atuando na defesa de um banco público e social.
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Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT e Fenae
Publicado em: 25/10/2023 / 17:00:29