

A política de fechamento de agências e redução do quadro de funcionários adotada pelo Bradesco vem provocando impactos cada vez maiores para trabalhadores e clientes. Em nome da digitalização e da redução de custos, o banco diminui sua presença física justamente quando uma parcela significativa da população ainda depende do atendimento presencial.
Nem todo cliente é digital.
E essa realidade precisa ser respeitada.
A situação é ainda mais preocupante nas cidades menores, onde o fechamento de uma agência não elimina a necessidade dos serviços bancários. Os clientes continuam precisando de atendimento e, muitas vezes, são obrigados a se deslocar para Teófilo Otoni, concentrando uma demanda ainda maior nas agências da cidade.
O resultado é conhecido por todos: mais clientes, menos funcionários e condições cada vez mais difíceis para prestar um atendimento adequado.
Clientes também são vítimas dessa política
A transformação dos clientes em usuários exclusivamente digitais não considera as diferentes realidades da população.
Muitos aposentados, pensionistas, idosos e pessoas com pouca familiaridade com a tecnologia enfrentam dificuldades para utilizar aplicativos, internet banking e outros canais eletrônicos. Para essas pessoas, o atendimento presencial não é um luxo: é uma necessidade.
Quando a agência mais próxima é fechada, o cliente precisa percorrer distâncias maiores para resolver problemas que poderiam ser solucionados em sua própria cidade.
Não é justo transferir para o cliente o custo de uma decisão tomada pelo banco para reduzir despesas.
Menos funcionários, mais cobrança e adoecimento.
Se os clientes são prejudicados, os bancários também sofrem diretamente as consequências.
A redução do quadro de funcionários significa que aqueles que permanecem precisam atender uma quantidade cada vez maior de pessoas, ao mesmo tempo em que continuam submetidos a cobranças por metas, pressão por resultados, exigências de produtividade e responsabilidades crescentes.
A sobrecarga não é apenas uma questão de desconforto no ambiente de trabalho. Ela pode comprometer seriamente a saúde dos trabalhadores, contribuindo para estresse, esgotamento físico e emocional, ansiedade e outros problemas relacionados às condições de trabalho.
O bancário fica no meio dessa situação: precisa atender um cliente que não consegue utilizar os canais digitais, explicar os procedimentos, enfrentar filas e reclamações e solucionar problemas — enquanto também precisa cumprir as metas e cobranças estabelecidas pelo banco.
Não existe atendimento de qualidade quando o trabalhador está sobrecarregado e adoecendo para dar conta de uma demanda que cresce justamente por causa da redução das equipes.
Lucro não pode estar acima das pessoas
Os bancos possuem enorme capacidade financeira e apresentam resultados expressivos. Porém, para o Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região, resultado financeiro não pode ser o único parâmetro utilizado para definir a presença de uma instituição bancária em uma comunidade.
Banco também possui responsabilidade social.
Fechar uma agência significa retirar empregos, reduzir a oferta de atendimento presencial e transferir a demanda para outras unidades. Em cidades menores, isso pode representar ainda mais dificuldades para a população.
A digitalização pode e deve ser utilizada para facilitar a vida dos clientes. O que não pode acontecer é transformar a tecnologia em justificativa para eliminar o atendimento presencial e reduzir postos de trabalho.
O Sindicato está na luta
Diante desse cenário, o Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região se posiciona contra o fechamento indiscriminado de agências e a redução de postos de trabalho que resulta em sobrecarga e adoecimento dos bancários.
A entidade defende:
* Manutenção das agências bancárias;
* Mais empregos e equipes suficientes para atender à população;
* Atendimento presencial de qualidade;
* Respeito aos aposentados, pensionistas e demais clientes que necessitam do atendimento físico;
* Redução da sobrecarga e das cobranças que adoecem os trabalhadores;
* Condições dignas de trabalho;
* Respeito aos direitos dos bancários;
* Responsabilidade social por parte das instituições financeiras.
A mobilização em frente ao Bradesco é também um alerta à sociedade: o problema não é apenas dos bancários. É de todos que precisam de um banco para receber seu salário, sua aposentadoria, sua pensão ou realizar suas operações financeiras.
Banco é feito de pessoas
O Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região reafirma que bancário não é máquina de cumprir metas e cliente não é apenas número ou usuário de aplicativo.
Por trás de cada atendimento existe uma pessoa. Existe o trabalhador que precisa de condições dignas para exercer sua profissão e existe o cliente que merece ser atendido com respeito.
O banco pode ser digital, mas as pessoas continuam sendo humanas.
CHEGA DE FECHAMENTO DE AGÊNCIAS!
CHEGA DE SOBRECARGA E ADOECIMENTO!
MAIS EMPREGOS, MAIS ATENDIMENTO, MAIS RESPEITO!
Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Região
Em defesa dos bancários, dos clientes e de um sistema financeiro com responsabilidade social.
Publicado em: 11/08/2026 / 12:20:57