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BB lucra R$ 37 bi adoecendo funcionários com pressão por metas e assédio moral.
Guinada do banco para um modelo mais voltado para o mercado financeiro levanta questionamentos sobre o preço pago pelos funcionários para alcançar tais números.

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 37,896 bilhões em 2024, um aumento de 6,6% em relação ao ano anterior. Esse resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira bruta (+11,2%), pelo aumento das receitas com prestação de serviços (+4,9%) e pelo controle das despesas administrativas (+4,4%). Veja aqui os destaques completos do Dieese.

Esse lucro foi obtido por meio do esforço de cada funcionário e funcionária. No entanto, os resultados financeiros crescentes do banco levantam questionamentos sobre o preço pago pelos funcionários para alcançar esses números. A precarização das condições de trabalho, as metas abusivas, os assédios e a crescente contratação de pessoas jurídicas (PJs) têm prejudicado o funcionalismo e gerado um aumento de adoecimentos entre os trabalhadores.

Para Rogério Tavares, coordenador Estadual de Minas Gerais na CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), "as pressões, ameaças e humilhações fazem parte do dia a dia do banco, num efeito cascata que começa nos altos escalões. Superintendentes assediam os Regionais, que, por sua vez, assediam gestores de agências, e esses replicam a prática abusiva aos seus subordinados. Tudo começa na VIVAR, com sua política de assédio moral e pressão por metas", afirma.

Desde 2016, a política interna do Banco do Brasil vem se afastando de seu papel público, principalmente com a redução de sua missão social e a adoção de um modelo mais voltado para o mercado financeiro. Nos últimos anos, diversas iniciativas das diferentes gestões do banco, como a redução do número de funcionários, a diminuição da dotação de agências, o fechamento de unidades, o projeto Performa em 2020 e a tentativa de eliminação de caixas em 2021, têm gerado insatisfações entre os funcionários.

Um ponto a ser destacado nos resultados apresentados é que, enquanto o setor financeiro privado continuou a reduzir sua presença física no país, fechando agências e limitando o atendimento presencial, o Banco do Brasil manteve suas unidades abertas, garantindo acesso ao atendimento bancário para a população que mais precisa.

O movimento sindical reafirma seu compromisso em defender o Banco do Brasil como um banco público, que deve gerar resultados não apenas para seus acionistas, mas também para seus funcionários e para a sociedade brasileira, garantindo que a instituição continue a cumprir sua missão pública de promover o desenvolvimento social e econômico.

Fonte: Sintraf T.O e Região com Contraf-CUT e Seeb BH


 

Publicado em: 27/02/2025 / 17:08:00

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