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CASSI: BANCO DO BRASIL DISSIMULA CUSTOS DA SUA PROPOSTA

Empresa lança simulador, mas “esquece” de informar que diminuirá o subsídio ao dependente


 

O Banco do Brasil divulgou um simulador para os funcionários verificaram quanto a mensalidade da Cassi irá custar aos associados se a proposta defendida pelo banco for aprovada. Mas o banco não informa que os atuais subsídios aos dependentes serão extintos e suas mensalidades serão corrigidas pelos valores de mercado, sempre muito acima da inflação.            

“Na minha simulação, minha Cassi vai dos atuais 3%  para 6,5% do salário, um aumento absurdo”, afirma um bancário. 

 

“O Banco do Brasil está disputando segmentos de público para aprovar sua proposta, trabalhando com a ideia de tentar convencer aqueles que ainda não tem filhos a votarem com a patrocinadora. Para isso, está criando a divisão entre o corpo social e fomentando o individualismo entre o funcionalismo”, denuncia Sílvia Muto, dirigente sindical e membro do conselho de usuários da Cassi-SP.

 

Dentre outros ataques aos associados, a proposta defendida pelo Banco do Brasil para a Cassi exclui os futuros aposentados da cobertura da caixa de assistência; eleva custos para os atuais aposentados, e também da ativa por meio da cobrança para cada dependente ao invés de grupo familiar; e diminui a participação do banco no custeio da caixa de assistência.

 

A proposta precisa da aprovação de dois terços do corpo social e será colocada em votação nos próximos meses.   

 

Diretores eleitos traem os associados

 

O movimento sindical vem denunciando a traição dos membros eleitos da Cassi, Luiz Satoru (diretor) e Sergio Faraco (conselheiro), que na reunião do Conselho Deliberativo votaram a favor da proposta defendida pelo banco, baseada na resolução 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), publicada em janeiro.  A CGPAR é um órgão submetido ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, portanto, submetida ao governo Temer. 

 

Projeto de lei que suspende a resolução 23 da CGPAR tem apoio de 95%

 

Trabalhadores apresentam proposta que não retira direitos 

 

As entidades representativas dos trabalhadores também apresentaram proposta para a sustentabilidade da Cassi que busca garantir a manutenção de direitos e a cobertura para funcionários da ativa, aposentados e dependentes.

A proposta preserva o princípio da solidariedade, segundo o qual os associados contribuem de forma proporcional ao salário, independentemente da idade ou condição de saúde; defende a manutenção da Cassi sob o comando dos representantes dos associados, sendo gerida de forma paritária; dentre outros pontos.

 

Saiba mais sobre proposta de sustentabilidade para a Cassi

 

Quanto à questão financeira, o documento propõe uma receita operacional nova de R$ 862,5 milhões/ano – o que representa R$ 4,3 bilhões entre 2019-23 – para reequilibrar liquidez e margem de solvência, fazer os investimentos necessários e ampliar o modelo assistencial. 

 

Essa verba viria de um aditivo ao Memorando de Entendimentos, definindo 1,5% para o corpo social, que corresponderia R$ 345 milhões para os associados ao ano, ou seja, R$ 1,725 bilhão de 2019 a 2023; e 1,5 vezes esse valor a ser pago pelo banco, representando R$  517 milhões ao ano, o que dá R$ 2,587 bilhões no mesmo período. 

 

Essa alteração sustenta a mesma metodologia contábil e legal que o banco construiu em 2016, inclusive dentro dos parâmetros da CVM695, e coloca de lado a CGPAR 23, que tanto o banco quanto a chapa Mais Cassi querem impor para os associados.

 

“Os bancários devem manifestar seu espírito de solidariedade e união, e ter a consciência de que se a proposta do banco for aprovada, seus colegas que têm dependentes e os aposentados enfrentarão muito mais gastos, sem contar os futuros funcionários que simplesmente estarão excluídos da Cassi quando se aposentarem”, afirma Sílvia Muto. 

 

Fonte: SP Bancários


 

Publicado em: 15/08/2018

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