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BANCO DO BRASIL LAVA AS MÃOS EM RELAÇÃO À VIDA E À SAÚDE DOS TRABALHADORES


 

O Banco do Brasil age de forma irresponsável e lava as mãos em relação à saúde dos trabalhadores ao transferir sua responsabilidade aos gestores das unidades. Irredutível, o BB mantém a orientação do último Comunicado aos Administradores e pressiona para o retorno dos funcionários que estão em home office em razão de coabitar com pessoas do grupo de risco.


Desde o início da pandemia da Covid-19, quando o BB soltou os INFORMES COVID-19 passando as orientações e cuidados em saúde e respeito à vida dos funcionários e seus entes, os colegas que coabitavam com pessoas pertencentes ao grupo de risco poderiam assinar um termo de responsabilidade e se afastarem do trabalho presencial.


Esses bancários, hoje, ou estão trabalhando em home office via VPN ou estão sendo computadas horas negativas no banco de horas. Ou seja, não há ônus ao banco e a maioria desses colegas segue a rotina normal dos trabalhos, como se presencialmente estivessem.


Uma indagação que se pode fazer é que o Banco do Brasil, sem nenhum critério técnico e científico, de repente, deliberou que o momento adequado para romper com a quarentena destes funcionários e retorná-los ao trabalho presencial seria agora. Percebe-se que, assim como o governante do país não respeita a ciência e a vida de terceiros, os gestores do Banco do Brasil também possuem a mesma cegueira.


Em conversa com alguns gerentes de unidades do Banco do Brasil, quando o Sindicato questionou o trecho do Comunicado aos Administradores “Funcionário com autodeclaração de coabitação: passa a se enquadrar nas formas de trabalho disponíveis, como os demais funcionários do Banco que não pertencem ao grupo de risco, a partir de 27/07”, esses gestores afirmaram que o Comunicado veio acompanhado por um “De ordem”. Quando perguntados sobre o que isso significa, foram enfáticos e disseram que é sinônimo de “cumpra-se”.


Na reunião que os representantes dos trabalhadores tiveram com os do Banco do Brasil, no dia 20 de julho, a Contraf-CUT publicou matéria sobre onde constava que o comunicado não implica na convocação de todos os funcionários que coabitam com pessoas de risco à Covid-19 para retomarem o trabalho presencial. Segundo o banco, se gestores assim o fizeram, é por terem entendido errado a mensagem ou por estarem necessitando de pessoal para realizar os trabalhos presenciais. Isto é uma falácia, segundo os próprios gestores com os quais o Sindicato conversou, pois a ordem foi direta dos regionais e das superintendências para que não houvesse exceções.


Outro questionamento que se faz é que, quando o funcionário se afastou em razão de coabitar com alguém do grupo de risco, esse assinou um termo de responsabilidade. Mas o Banco do Brasil, ao convocar esses mesmos bancários, não se utiliza dos mesmos meios legais que exigiu do trabalhador, pois não fornece uma carta de convocação ou algum outro documento para formalizar o pedido de retorno.


Sordidamente, como quem não quer comprometer-se juridicamente, faz a convocação de modo informal, telefonando aos bancários e determinando seu retorno. Sendo assim, em alguma demanda jurídica futura, o BB poderá alegar que os funcionários retornaram ao trabalho presencial de forma voluntária e consciente, e não após uma imposição do banco.


Também é preciso considerar que uma das orientações da OMS é o distanciamento social e, nos locais de trabalho, deve haver espaçamento mínimo entre as mesas e as pessoas. Uma pergunta que se faz é como isso será respeitado nas agências bancárias onde, todos os dias, principalmente nos primeiros dias úteis de cada mês, se presenciam aglomerações no interior das unidades que passarão a ter ainda mais pessoas em razão do retorno dos que estavam afastados.


O Sindicato entende que, nestes casos de imposição ao retorno de pessoas que estavam afastadas de aglomerações de modo preventivo, há responsabilidade solidária ou co-responsabilização. O intuito do Banco do Brasil com o Comunicado é transferir a responsabilidade pela vida dos funcionários e seus familiares a cada um dos gestores.


Caso algum bancário e bancária que tenha retornado ao trabalho presencial em razão do Comunicado venha a adoecer, assim como algum familiar, o gestor responsável pela convocação poderá ter o nome exposto como sendo o agente causador de dolo, assim como os respectivos regionais inquisidores que serão, publicamente, denunciados.


Fonte: Sintraf T.O e Região com Seeb BH


 

Publicado em: 27/07/2020

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