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Banco do Brasil intensifica perseguição a funcionários que têm ações na Justiça


 

Demonstrando que a ética está longe das relações do BB com seus funcionários, o Banco do Brasil vem ampliando a perseguição a quem tem ações na justiça. Nesta segunda-feira, 5 de novembro, no Centro de Suporte de Atacado (CSA) Belo Horizonte, sete bancários foram coagidos a “optar” pela jornada de seis horas com redução salarial. Se não aceitassem, seriam descomissionados e removidos compulsoriamente da sua unidade.


O primeiro descomissionamento de quem tinha ação de 7ª e 8ª horas, em Belo Horizonte, ocorreu em dezembro de 2016. A partir de então, o BB vem intensificando esse tipo de arbitrariedade e, em muitos casos, afrontando até mesmo as decisões judiciais.


Nos últimos tempos, se observa a intensificação a perseguição, não só no crescimento do número de casos, mas também na forma opressiva das abordagens. Antes, era dado ao funcionário um prazo para pensar e, só depois, tomar a decisão de optar ou não pela migração de função. Segundo relatos dos bancários, a forma como é conduzido o processo se assemelha a um tribunal inquisidor. Um deles teve que ligar para seu advogado rodeado por três gerentes e duas testemunhas do banco.


O Sindicato dos Bancários de BH e Região repudia a forma abusiva como o banco vem retaliando os funcionários que, legitimamente, buscam na Justiça a reparação de um erro já admitido pela instituição. Ao instituir a CCV, oferecendo acordo para reclamação de hora extra, o Banco do Brasil reconhece a legitimidade de quem busca seus direitos na Justiça.


Sendo assim, o Sindicato considera que, agindo desta forma, o BB falta com a ética e tenta burlar decisões judiciais. Além disso, se observa a covardia da diretoria do banco, que repassa a ordem abusiva para os administradores subordinados, comprometendo o clima da dependência.


“Essa arbitrariedade camuflada de ‘opção’ contraria um compromisso feito pelo próprio BB à época da criação do Plano de Funções, de que não haveria pressão ou perseguição para que os funcionários migrassem para a jornada de seis horas. O que vemos hoje é: ou aceita reduzir ou perde a comissão”, destacou Luciana Bagno, que é diretora do Sindicato e representante dos bancários na Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB).


O Sindicato orienta que os funcionários, diante da situação, peçam um prazo para pensar. Caso esse prazo não lhe seja concedido, a entidade orienta que assinem a opção de migração de função de preferência diante de uma testemunha de sua confiança, deixando claro que a opção partiu do banco.


Em qualquer caso, o Sindicato orienta também que os funcionários entrem em contato com a entidade para que sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis.


Fonte: Sindicato dos Bancários de BH


 

Publicado em: 06/11/2018

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